Sexta-feira, 11 de Julho de 2008


A DESOBEDIÊNCIA DO CÃOZINHO.

Maria Hilda de J.Alão


Chuchuquinho era o quarto de uma ninhada de cinco cães da raça Labrador. Era lindo, tão lindo que os donos da casa, onde vivia com seus pais, resolveram que ele seria o cãozinho da filhinha mais nova. A mãe de Chuchuquinho cercava os filhotes de todos os cuidados. Não se descuidava da alimentação, da limpeza e da educação da sua prole. Assim eles iam crescendo fortes, saudáveis e muito inteligentes. A mãe de Chuchuquinho ensinava a todos como respeitar os humanos e a natureza. O cãozinho ouvia, atentamente, os conselhos que sua mãe dava:
- Meus filhos, obedeçam a sua mãe, sempre. Estudem para ter conhecimento das coisas. Leiam muito, porque os livros são a fonte do saber. Se quiserem ser verdadeiros cães, aprendam a lutar por tudo que querem, sem ferir a sensibilidade dos outros. Aprendam a não pegar o osso que não lhes pertence. Sejam amigos de todos, incluindo os humanos.

E assim os cãezinhos iam crescendo entre brincadeiras e aprendizado.

Um dia, a mãe de Chuchuquinho encontrou, na calçada, um livro de Geografia. Pegou-o, com os dentes, e o levou para casa. Chamou os filhotes e começou a folhear o livro. Chuchuquinho foi o que mais se encantou como livro. Passava horas e horas lendo sobre rios e riachos, montanhas, mares e florestas. Ficou encantado. Como era o mais curioso dos cinco, se pôs a pensar:
- E se eu fosse conhecer tudo isso?
Lembrou-se das lições de obediência que sua mãe sempre dava. Ainda não era um cão adulto para sair por aí sozinho. Continuou lendo o livro. A curiosidade aumentava.
Um belo dia ele se aventurou. Afastou-se um pouco da casa onde vivia, e viu um panorama diferente. Muitos carros, tanta gente correndo pra lá e pra cá. Alguém pisou na sua patinha. Ganiu de dor. Assustou-se. Voltou para casa. A mãe o repreendeu:
- Não quero que saia de casa sem o meu consentimento! Se isso acontecer novamente ficará de castigo.
Chuchuquinho ficou triste. Queria tanto saber como era o mundo sobre o qual ele lera naquele livro. Um dia ele ouviu uma conversa dos donos da casa. O homem dizia para a mulher:
- Amanhã eu vou pescar no rio com uns amigos. Por isso quero que prepare a minha sacola com as coisas que preciso. Levarei o cão comigo porque pretendemos caçar alguma coisa. Chuchuquinho já havia visto seu pai sair com o dono da casa e voltavam sempre com muitos pássaros mortos. Foi aí que ele bolou o plano. Esconder-se-ia na carroceria da caminhonete e quando chegasse no lugar da pesca ele desceria para explorar o mundo. Assim fez. E lá se foram o homem e seus amigos para a caça e pesca com o Chuchuquinho escondido numa caixa.
Assim que chegaram, tiraram os apetrechos de caça e pesca da caminhonete. Chuchuquinho tremia pensando na possibilidade de ser descoberto. Ouviu o latido de seu pai. Percebeu que tinham se afastado. Saiu do esconderijo. Olhou a sua volta. Era mato só. Mas ele gostou do que viu. Tanto pássaro cantando, coelhos correndo, veado saltando, ficou encantado. Era mesmo como o livro dizia. Agora queria ver o rio. Andou um pouco mais mato adentro. Lá estava ele. Imenso, barulhento, mas, ao mesmo tempo tão doce. A água transparente deixava ver os peixes nadando. Chuchuquinho até viu a sua imagem no espelho da água. Pensou:
- Até que eu sou um cão bonitinho. Também sou muito valente. Eu vou conhecer a geografia. E continuou a caminhar. Chegou até a montanha. Olhou para cima e exclamou:
- Caramba, como é grande! É maior do que no livro.
Andou mais um pouco. Foi para o lado direito da montanha. O que ele viu o deixou deslumbrado. Era uma cachoeira. Branca, tão comprida que mais parecia um longo véu de noiva. Já estava cansado de andar. Resolveu voltar para a caminhonete. Agora ele não sabia se estava no caminho certo. Já havia andado bastante e ainda não avistara o veículo. De repente, pumba, ele caiu numa armadilha de caçador que fez um tremendo barulho. Sua patinha ficou presa numa coisa, que ele não sabia o que era. Doía muito. Começou a ganir. Passou um tempo e ele ouviu vozes e um latido de cão. Eram os homens felizes porque haviam capturado uma lebre. Quando chegaram mais perto, Chuchuquinho reconheceu a voz do homem e do seu pai. Aproximaram-se da armadilha para retirarem a pretensa lebre, quando o homem exclamou:
- Chuchuquinho, é você!
- au, au, au. Fez o Chuchuquinho, morto de medo.
Tiraram o cãozinho da armadilha, enfaixaram a sua patinha, depois de medicada com os primeiros socorros. Partiram para casa. Chuchuquinho, tremendo de medo, olhava para o pai que nervoso dizia:
- Pensou na sua mãe, seu cãozinho maluco? Quando chegarmos você vai saber o que é bom pra tosse. Podia ter morrido se aquela armadilha pegasse no seu pescoço. Como pôde arriscar a vida por causa da curiosidade, seu desobediente? Eu sabia, eu sabia que um dia você ia fazer uma besteira.
Chegaram em casa. A mãe de Chuchuquinho veio correndo para encontrar o pai e falar do desaparecimento do cãozinho. Não foi preciso. Quando ela avistou o filho, correu para ele ganindo de alegria. Então o pai contou a história. A mãe disse severamente:
- De hoje em diante, você está proibido de chegar até o portão da casa sem que eu saiba. Ficará, duas semanas sem comer ossinho, uma semana sem brincar com seus irmãos na beira da piscina da casa, até aprender a obedecer.
Chuchuquinho dizia, entre lágrimas:
- Está bem mamãe, está bem mamãe...


Moral: A desobediência pode trazer trágicas conseqüências.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008


A BARATA E A VASSOURA

Maria Hilda de J. Alão.

Uma barata atrevida entrou, por uma janela, na casa limpíssima de uma senhora. Vendo a intrusa andando apressada pela cozinha, a senhora muniu-se de uma vassoura e passou a perseguir a barata dando vassouradas a fim de colocar para fora o asqueroso inseto. Mas a bichinha, rápida como ela só, conseguiu escapar e foi se esconder na área de serviço numa saliência da máquina de lavar.
Exausta e sem ver onde a barata se escondeu, a mulher pendurou a vassoura com o firme propósito de, no dia seguinte, continuar com a perseguição.
Anoiteceu. A barata continuava lá no seu esconderijo bem quietinha, porém o seu estômago roncava de tanta fome. O medo a fazia agüentar. Pensava:
- Seu sair agora a mulher me pega... o melhor é esperar...
E quando o silêncio se fez na casa, ela foi saindo devagar, silenciosamente. Caminhou um pouquinho. Olhou ao seu redor. Não havia ninguém. Avançou mais um pouco e, de repente, ouviu aquele barulho de cerdas duras raspando o chão: chap, chap, chap.
Olhou assustada e viu que era a vassoura, pendurada num prego, que fazia movimentos para atingi-la. Sabendo que a vassoura não podia sair dali sem ajuda, a barata partiu para a cozinha a procura de comida. Subiu pelo pé da mesa e chegou até o cesto de pães coberto com uma toalhinha branca. Infiltrou-se por baixo da toalhinha e roeu, roeu cada pão com gosto. Era um sabor indescritível.
Satisfeita, ela desceu pelo mesmo lugar que subiu. Andou, no escuro, pela casa toda deixando o seu cheiro e as fezes, em forma de bolinhas, por todos os lugares. Voltou para a área de serviço e parando diante da vassoura disse:
- Sofreste tanto para me expulsar e aqui estou eu de barriga cheia, enquanto tu, escrava, estás aí pendurada. Nada podes fazer. – e pondo as patinhas na cintura ela fez caretas para a vassoura cantando:
- nhã, nhã, nhã, nhã...
A vassoura ficou nervosa, rebolava, rebolava, mas do prego ela não saía.
- Mas que barata atrevida... e eu sem poder fazer nada...
E antes que amanhecesse e a dona da casa se levantasse e desse de cara com ela, a barata subiu pela parede da área de serviço, na direção de uma fresta do vitrô e, antes de sair e ainda rindo da vassoura, despediu-se:
- Adeus! Espero que a tua dor de cabeça sare logo... foram tantas as pancadas para me atingir... nhã, nhã, nhã, nhã...
E saiu descendo pela parede exterior do prédio rumo ao seu ninho num lugar que só ela sabe.

Quinta-feira, 3 de Julho de 2008



















Os balões
Era uma vez, dez lindos balões de cores e números diferentes.
Até que um dia, eles resolveram ir passear na floresta. Estavam em grupo. Até que um dos balões percebeu que o número sete não estava lá. Os balões combinaram então, de
cada um ir para um lado e procurar o sete. Encontrariam-se no mesmo lugar depois de meia hora.
Passado algum tempo eles voltaram e nenhum tinha achado o sete.
Continuaram procurando, mas depois de procurarem um tempão, eles desistiram e resolveram voltar para casa.
Ao chegar em casa , alguém bate na porta. O nove foi atender. E adivinhem quem era? O sete!
Os números não paravam de perguntar onde é que ele estava. E ele respondia que não sabia que eles tinham ido à floresta procurá-lo.
O balão sete, muito vaidoso, foi comprar uma blusa, vejam só!
Finalmente os balões estavam juntos novamente.
História do Igor Rosiello Zenker(9 anos)

Quarta-feira, 2 de Julho de 2008



















O outro lado
Era uma vez, uma linda princesinha chamada Juju.
Ela morava em um castelo muito bonito com sua mãe, a rainha Dani e o seu pai o rei Tchelo.
Juju tinha tudo que sonhava, bastava ela pedir e rapidamente seu desejo virava realidade. Porém a menina vivia tristinha e muito solitária.
Um dia Juju pediu para a rainha :
- Mamãe, tenho tantos brinquedos , mas não tenho com quem brincar, quero ter amigos...
A rainha achava que dando tudo para a princesinha, já era o bastante. E agora não sabia o que fazer, não poderia comprar amigos para a filha.
Sem saber como resolver a situação a rainha perguntou ao rei Tchelo o que deveriam fazer, mas o rei também não tinha a solução.
E a princesa não queria mais brincar sozinha. E cada dia se sentia mais triste.
A rainha teve então uma grande idéia ! Tiraremos nossas roupas reais e nos tornaremos plebeus por alguns dias, mostraremos para a Juju que viver aqui é melhor, assim ela não nos pedirá o que não podemos dar.
E será novamente feliz.
E foi o que fizeram. A rainha , o rei e a princesa colocaram roupas comuns e foram morar em um um pequeno povoado de pessoas comuns bem longe do seu reino. Lá chegando, a princesinha pode ver crianças brincando, subindo em árvores, e fazendo tudo que ela nunca havia feito.
Conheceu duas amigas chamadas Aninha e Lulu e brincava com elas dia e noite.
O rei e a rainha também fizeram amigos que gostavam deles pelo que eram de verdade.
Conheceram a verdadeira felicidade.
No dia marcado para voltar ao reino, o rei Tchelo decidiu :
- Não quero mais ser rei,ficaremos aqui para sempre !
A rainha e a princesinha aprovaram a decisão real, e viveram no povoado de pessoas comuns felizes para sempre !



História da Danielle

Terça-feira, 1 de Julho de 2008


A Lua Teimosa

Lua teimosa, não saía do céu e já ia dar meio-dia. É que o sol não tinha aparecido, atrasou-se sei-lá-eu o porquê.
Daí a Lua viu o céu assim, todo azulado e ocupou o espaço mais e mais até esponjar-se toda e ficar. Mas lugar de lua não é neste céu de meio-dia, era o que diziam as nuvens, algumas irritadas, outras nem tanto e outras nem nada diziam, só nuvavam.
Mas a Lua não se importava, não ligava, não dava ouvido a nada, até porque Lua não tem ouvido mas escuta e muito bem.
Ficava no céu e pronto.
Até que achava muito bom ver o dia nascer de vez em quando.
Era época de lua minguante e por isso, andava a Lua tão fina de quebrar; meia-lua, meio-dia, meio clara meio escura, vivendo o espaço do Sol.
Bem, mas como não estava acostumada a ficar assim, acordada de dia, danou a Lua a bocejar... abrir aquela boquinha disfarçada, depois aquele bocão de Lua quando está com sono... por descuido, engoliu até algumas nuvens e brincou de algodão-doce no céu. Ali, pestanejou e dormiu.
Dormiu e sonhou.
O sonho da Lua minguada encheu-se de Sol.
Sonhou pipa, pássaros, poesia. Sonhou cisnes, saveiros e sereias. Sonhou várzeas, vidas e ventos. Sonhou lírios e lábios.
Sonhou liberdade.
E o sonho, de tão sonhado, brincou enrolado em estrelas, dependurou-se em arco-íris, balançou-se qual criança feliz.
Iluminou campos e rios. Então, imensamente nova, a Lua acordou.
Com o entreaberto do olho, pôs-se a rir (aquele risinho de dentro que ninguém sabe que é riso). Achou engraçado todo mundo esperar o Sol. E ficou a Lua, teimosamente no céu de meio-dia que já quase a pertencia. Bem verdade que uma tarde era vinda posto que a Lua havia adormecido por uma hora e alguns outros minutos que não sei bem o quanto. E uma noite logo surgiu e de novo o dia...
As primaveras foram vindo e indo.
Os invernos e os verões.
Outonos varavam.
Era um crescer e um minguar, um encher e um novar sem fim.
A cabeça dos "lá-de-baixo" não entendia nada.
- Afinal, por onde andaria o Sol?
Umas bocas reclamavam. Alguns olhos só olhavam. Outras pernas só passavam e teve quem nem sentisse nada diferente. E foram parando de reclamar. Foram parando de olhar até que foram se acostumando e se acomodando sem o Sol.
As plantas e os bichos também muito sentiram, depois nem tanto até que aprenderam a viver com os raios prateados da Lua que tomava cada vez mais conta do céu.
O tempo foi passando.
(.....)
Um dia desses, em que a Lua já havia feito ninho no céu pois tinha pertences de lua por toda parte: orvalho pros cabelos e batom prateado, vestidos rodados e coloridos, sapatos de saltos os mais variados além de outros apetrechos... pois é... nesse dia, o Sol apareceu.
Estava meio avermelhado de vergonha, meio atrasado, quer dizer, muito atrasado... - quantas luas haviam passado? Muitas luas. Poucos sóis.
Ele foi logo dizendo que...mas... sabe? Bem... não ia demorar, porém, sabe como é que é, né? Tão somente, todavia, contudo, estava cansado; e agradecia à Lua por ter lhe dado férias mas... agora poderia deixá-lo a sós com o céu...
- A sós, Sol?












E a Lua dizia que os "lá-de-baixo" não sabiam mais quem ele era, o que fazia... tinha sido muito tempo, muita hora, ora ora!
Dai que o Sol, educadamente, foi conversando com a Lua , contando-lhe bonitas histórias de raios e luzes que existiam do outro lado do mundo. E, como ninguém resiste a uma boa história, a Lua foi-se deixando seduzir e quando deu por si, já era o Sol se abrindo no céu com toda sua cor aboborada, alaranjada, avermelhada.
Com todos os seus raios, seu poder e sua magia.
Foi acordando as pessoas daquele sonho longo de Lua, foi abrindo as gavetas, as roupas e as caras dos outros, foi trazendo sorriso e encanto; foi deixando para trás um outro tempo.
Expandiu-se.
Abraçou o céu.
Raiou.
(.....)
Era assim que a minha avó explicava para mim sobre aqueles dias nublados em que havia lua no céu.

Autora: Silvana Lima

Segunda-feira, 30 de Junho de 2008


Coisas de mãe
Era uma vez um menino chamado Paulo Roberto.

Ele andava muito descontente com a vida, pois sua mãe, não queria lhe dar um cachorro que estava na vitrine.

Então, resolveu sair com destino da casa de sua tia. Chegando lá, ela perguntou:
- Onde está sua mãe?
- Em casa trabalhando no computador. Mudando de assunto, posso dormir aqui por alguns dias?
- Claro, que sim!

Quando a mãe de Paulo ligou, falou com sua tia, cochichando.
- Vou fazer uma surpresa para ele!

Como era época de natal sua tia levou-o para casa.
Chegando lá, ele ouviu um latido e pensou:
- Deve ser do vizinho.
Sua mãe abriu o portão e o cachorro veio correndo em sua direção.

Paulo Roberto era o menino mais feliz daquela cidade. Ganhou o presente, que tanto desejava.

Domingo, 29 de Junho de 2008



A Princesa Contente e o Genio da Tristeza


A Princesa Contente reinava num lugar onde só havia alegria. Um dia, um genio mau prendeu a princesa em uma torre muito alta. Foi aí que Pedrinho Pintor resolveu ajudar a princesa.
E as crianças saíram em busca de todos os amigos da princesa. Quando Pedrinho contou ao Arco-�ris o que tinha acontecido, ele logo quis ajudar.
E Pedrinho começou a pintar todas as coisas, e as cores vinham vindo e, a medida que as coisas foram ficando coloridas, os alegres amigos da princesa começaram a aparecer.
As flores se abriram e soltaram seus perfumes.
Os pássaros, as danças, todos vieram!
E quando a vontade-de-cantar chegou junto com a Liberdade, todos se juntaram em volta da torre e começaram a cantar:

Genio espiou lá de cima, muito ressabiado:

- Vão embora! Não me amolem, não quero voces aqui!

- Só vamos se voce� soltar a princesinha!

- N�o solto, n�o solto e n�o solto!

Nesse momento, de trás da multidão, começou a vir uma risadinha, depois uma risada, depois um riso grosso:

- Hi, hi, hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!

Era a Vontade-de-dar-risada, que vinha chegando e todos começaram a rir.

E ela chegou bem perto da torre e s� ficou olhando pro G�nio.

O Genio fez uma cara horrível e resistiu o mais que pode. Mas não aguentou muito. E começou a rir que não parava mais.

- Hi, hi,hi! Ha, ha, ha! Ho, ho, ho!

E as portas da torre se abriram e a princesinha saiu. Todos se abraçaram, contentes, e o Genio, que estava muito desmoralizado, foi embora e não voltou nunca mais.